5 filmes políticos para ver antes das eleições

Confira uma lista peculiar de filmes políticos. Seja por contexto histórico, ou posicionamento político, os filmes são de diretores consagrados, possuem atuações aplaudidas, e trazem consigo uma série de premiações. E melhor, todos disponíveis em DVD no Brasil.

O Último Hurra (The Last Hurrah, 1958) de John Ford

O veterano prefeito Skeffington (Spencer Tracy), está no final do quarto mandato e prestes a concorrer a um quinto. Seus opositores são o bispo protestante, o jornalista Amos Force (John Carradine) e os banqueiros liderados por Norman Cass (Basil Rathbone), todos da elite da cidade e apoiadores do candidato novato, um jovem advogado católico e veterano de guerra. Skeffington chama seu sobrinho Adam (Jeffrey Hunter), um jovem jornalista que escreve sobre esportes, e propõe que ele seja um espectador privilegiado de um lance histórico do esporte favorito dos americanos: a política. Caulfield acompanha o tio e o observa fazendo política, ajudando pessoas pobres, tentando conseguir recursos para reformar os cortiços e usando a máquina pública para forçar elites a cooperarem. Os veteranos assessores de Skeffington estão confiantes em nova vitória, mas quando se inicia a contagem dos votos, McCluskey demonstra que pode vencer. O drama político foi um dos melhores filmes do ano pelo National Board of Review, que tambémm deu à John Ford o prêmio de melhor diretor.

Vassalos da Ambição (The Best Man, 1964) de Franklin Schaffner

Baseado na peça de Gore Vidal, o pungente drama político também foi roteirizado pelo autor. Henry Fonda e Cliff Robertson interpretam com maestria o choque de frente de dois políticos de caráter ameaçador, e o que foi tão cativante no palco é ainda mais vívido, energético e dilacerante na tela. O drama desse confronto, acontecendo no meio de uma convenção em polvorosa (mas estranhamente impessoal), é ainda mais chocante e intenso com o apoio das atuações de um elenco de estrelas, com destaque para Lee Tracy e Ann Sothern, indicados ao Oscar e ao Globo de Ouro por suas atuações. A direção é de Franklin Schaffner, vencedor do Oscar de filme e direção por Patton – Rebelde ou Herói? (1970).

O Assassinato de Trotsky (The Assassination Of Trotsky, 1972) de Joseph Losey

A Cidade do México está em 1940. Paradas comunistas estão celebrando o Dia do Trabalho. Em um quarto de hotel, próximos à Praça Zocalo, encontram-se duas pessoas que serão os protagonistas do assassinato de Leon Trotsky (Romy Schneider), o idealizador do Exército Vermelho e dedicado marxista que foi expulso da Rússia por Josef Stalin. Apesar de longe de seu país de origem, Trotsky continua muito envolvido com política e Stalin, sentindo-se ameaçado por seu oponente, envia ao México o assassino de aluguel Frank Jackson (Alain Delon), que, através de contatos e uma amizade em comum, é convidado a conhecer a sua vítima pessoalmente em sua casa.

Desaparecido – Um Grande Mistério (Missing, 1982) de Costa-Gavras

Suspense político narra a história de Charles Horman (John Shea), um jovem escritor e jornalista estadunidense que vive com a esposa Beth (Sissy Spacek) em Santiago durante o governo de Salvador Allende. Charles vive à custa dos artigos de jornais como The New York Times e The Washington Post que traduz para uma publicação considerada subversiva, e é levado para interrogatório durante o golpe de estado liderado pelo general Augusto Pinochet. Mas Charles não retorna para casa. A partir daí, Ed (Jack Lemmon), o pai de Charles, desloca-se para o Chile e, junto com Beth, começa uma busca incessante pelo paradeiro do filho. Guiados pelas mentiras e falsas esperanças dos órgãos oficiais, eles descobrirão que os segredos guardados pelos governos do Chile e EUA podem ser muito mais perigosos do que eles imaginavam. Indicado ao Oscar de melhor filme, atriz (Sissy Spacek) e ator (Jack Lemmon), venceu a estatueta de melhor roteiro adaptado. Concorreu ao Globo de Ouro de melhor filme (drama), diretor, atriz, ator e roteiro.

Bent (Idem, 1997) de Sean Mathias

Uma emocionante história nos tempos da Alemanha Nazista, onde assumir quem você é também é um ato político. No período que antecedeu a II Guerra Mundial, acompanhamos o drama de Max (Clive Owen) e Rudi (Brian Webber), casal de namorados que vai para o interior tentando fugir da perseguiçào de Hitler. São capturados, Rudi é morto e Max vai parar no campo de concentração de Dachau. Ele tenta esconder sua homossexualidade usando uma estrela amarela, que era a forma de identificar judeus, em vez do triângulo rosa usado para “marcar” os homossexuais, julgando assim ser mais fácil de manter-se vivo. No campo, se apaixona por Horst (Lothaire Blutheau), um prisioneiro homossexual que usa com orgulho seu triângulo rosa, e lhe faz perceber que, mesmo sob as ameaças constantes, existe um grande orgulho em poder assumir sua verdadeira identidade.