Crítica: “Convergente” agrada pelo conjunto da obra

“Convergente” é a 3ª parte d´A Série Divergente (Foto: Paris Filmes)

A Série Divergente: Convergente (The Divergent Series: Allegiant, 2016) de Robert Schwentke

Por Davi Nogueira*

A série Divergente pode ser classificada como uma versão genérica dos filmes blockbusters “Jogos Vorazes”. Com eles divide algumas nada aleatórias semelhanças: um futuro pós apocalíptico, um fundo político e uma heroína relutante.

Moldado calculadamente para agradar o público adolescente os filmes da série caminham sempre no termo mediano: Shailene Woodley não é uma Jennifer Lawrence (mas quebra o galho), as críticas à sociedade estão lá (mas bem leves), as cenas de ação são bacanas e os efeitos especiais às vezes funcionam, outras não.

Nesse terceiro (e penúltimo) episódio da saga, porém, fica clara a injeção no orçamento e na grandiosidade da produção, tudo graças à boa performance nas bilheterias dos seus antecessores. Os dois primeiros filme arrecadaram juntos, U$ 586,2, e com os dois últimos capítulos, os produtores almejam elevar a série ao patamar de U$ 1 bilhão de dólares.

Na trama, após a mensagem de Edith Prior ser revelada, Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James), Caleb (Ansel Elgort), Peter (Miles Teller), Christina (Zoë Kravitz) e Tori (Maggie Q) deixam Chicago para descobrir o que há além da cerca. Ao chegarem lá, eles descobrem a existência de uma nova sociedade.

Tris e Quatro: no amor e na guerra (Foto: Paris Filmes)

O filme empolga ao aumentar seu escopo e nos apresentar algo maior. A trama nos transporta além do muro e nos trás boas surpresas. As cenas de ação são poucas mas competentes e o gancho final funciona. O grande problema do filme, no entanto, reside em sua heroína e seus algozes.

Woodley oferece um personagem que, apática, só funciona na presença masculina do herói Quatro (Theo James, excelente). Já a suposta vilã, interpretada por Naomi Watts (no piloto automático) é tão perdida que nos faz sentir falta da Jeanine de Kate Winslet. Ainda temos Jeff Daniels em um papel que tenta ser enigmático mas que soa aborrecido o tempo todo. No fim, Convergente consegue agradar no conjunto da obra, mas é o clássico caso de entretenimento pelo entretenimento. Agora, só resta esperar pelo fim da série em Ascendente, previsto para junho de 2017.

*Davi Nogueira é publicitário, redator e cinéfilo

A Série no Telecine Play

A estreia de A Série Divergente: Convergente (3) nos cinemas inspirou o Telecine Play a disponibilizar as duas primeiras produções da saga baseada na obra de Veronica Roth. Divergente (1) e A Série Divergente: Insurgente (2) podem ser vistos na plataforma online exclusiva para os assinantes Telecine, a qualquer momento e em diversas telas: computador, tablet, smartphone ou Xbox. Fica a dica.

Divergente – A cidade de Chicago está completamente destruída e os moradores vivem divididos em facções, cada uma representando uma virtude. Ao optar pela facção dos destemidos, Beatrice precisa deixar o lar e embarca em uma jornada de autoconhecimento.

Série Divergente: Insurgente – Procurados pela facção Erudição por serem considerados uma ameaça ao sistema, Tris e Quatro tentam escapar com vida de um caçada impiedosa. Enquanto o casal enfrenta desafios inimagináveis e tenta buscar respostas sobre o mundo onde vivem, Jeanine está à procura do divergente perfeito para seu experimento.