Crítica: “Os Últimos Jedi” traz a genuína emoção de “Star Wars”

Star Wars – Episódio VII: Os Últimos Jedi (2017) de Rian Johnson

Nenhuma outra saga cinematográfica na história combina força criativa, apelo emocional e longevidade como o da família Skywalker. STAR WARS atravessa gerações conquistando uma legião de fãs tão gigante quanto o seu domínio absoluto nas bilheterias e nas vendas de produtos em geral. É um fenômeno da cultura pop, no entretenimento e no mundo dos negocios, sem igual paralelo.

Criado por George Lucas em 1977 o primeiro filme (UMA NOVA ESPERANÇA) moldou o arquétipo dos blockbusters de Hollywood e teve duas estrondosas sequências, formando a clássica trilogia que dominou o mundo. Trazida de volta no final dos anos 90, uma nova trilogia (em forma de prelúdios) reacendeu a chama da franquia e apesar da morna recepção continuou arrastando multidões aos cinemas , sendo apresentada a toda uma nova geração.

No início dos anos 2010, após a compra da LucasFilms (produtora da série) pela Disney, uma nova trilogia entrou em produção, e em 2015 foi lançado O DESPERTAR DA FORÇA. O filme rapidamente se tornou a terceira maior bilheteria da história e mostrou que a chama estava mais acessa do que nunca, sendo muito bem recebido por fãs e crítica.

OS ÚLTIMOS JEDI, novo episódio de STAR WARS, chega então aos cinemas com a tarefa monumental de superar o anterior. Que será um fenômenos comercial e um marco no mundo pop não existem dúvidas. A maior pergunta , porém, é : será que a saga consegue manter seu nível de qualidade artística mesmo com todo hype e pressão empresarial? A resposta está no diretor Rian Johnson, responsável não apenas por manter o pulso criativo da obra mas também eleva-lo.

OS ÚLTIMOS JEDI é definitivamente o mais diferente e melhor filme de toda a saga STAR WARS, se equiparando ao IMPÉRIO CONTRA ATACA e, por momentos, o superando. Isso se deve à alguns fatores bem notaveis: um hiper realismo na construção do universo (nunca visto de forma tão palpável) , uma carga dramática sem precedentes e um humor inteligente e bem utilizado.

A construção dos personagens é extraordinária. Seja trazendo de volta velhos conhecidos, aprofundando personagens do filme anterior ou introduzindo novos, o diretor acerta em absolutamente tudo. O público irá se surpreender com algumas revelações e novos rumos e dinâmicas de alguns desses personagens mas tudo acontece de forma orgânica e natural, sem pressa. A relação entre Kylo Ren e Rey é o ponto alto e o cerne do filme. A luta entre a luz e a escuridão , o bem e o mal, Yin e Yang, forças que não podem existir uma sem a outra.

OS ÚLTIMOS JEDI traz de volta, de uma vez por todas, não apenas a devoção ao universo STAR WARS mas uma genuína emoção que nos conecta à ele.

[O Clube Cinema assistiu ao Epísódio VII em uma sessão de pré-estreia lotada, à 00:01, a convite da Rede Cinépolis].