Crítica: “Shazam!” é uma comédia digna de sessão da tarde

A pergunta que não quer calar: a superprodução Shazam! (Idem, 2019) de David F. Sandberg é bom? É sim! Uma sessãozaça da tarde, que se assume como uma comédia. Pois é, comédia mesmo, deixando a pecha de “filme de herói” como um pano de fundo.

Assinada por um diretor que veio dos filmes de horror – Quando as Luzes se Apagam (2016) e Annabelle: A Criação do Mal (2017) – adaptação dos quadrinhos da DC Comics é um acerto.

Tem erros? Sim, vamos citá-los, mas que são superados pelo clima leve e descontraído da comédia estrelada por uma Zachary Levi que parece um saco sem fundo de tanto carisma.

Vamos lá. Shazam! peca pela minutagem (São 2h11 minutos, e menos 20 minutos cairia bem). Há a inclusão de duas explicações para a escolha do “Campeão da Humanidade” que vai herdar os poderes dos Deuses: Salomão (sabedoria), Hércules (força física), Atlas (resistência e invulnerabilidade), Zeus (poderes mágicos), Aquiles (coragem) e Mércurio (velocidade e capacidade de voo), além da demora do protagonista em se encontrar como o centro da própria história. Ah, e o vilão de Mark Strong abusa de ser over…

De resto, divirta-se, tente pegar todas as referências (de Rocky Balboa à outros personagens de quadrinhos) e fique para as duas cenas ao final do filme: uma entre créditos (com foco numa possível sequência), e uma pós créditos (uma piada sobre outro herói da DC).

Ah, a trama? Vamos lá… Todos temos um super-herói dentro de nós; só é preciso um pouco de magia para que ele ganhe vida. No caso de Billy Batson (Asher Angel, que até segura a onda), basta gritar uma palavra – SHAZAM! – para que o jovem malandro de 14 anos se transforme no super-herói adulto Shazam (Zachary Levi), cortesia de um antigo mago. Contudo, ele precisará dominar estes poderes rapidamente para lutar contra as forças do mal controladas pelo Dr. Thaddeus Silvana (Mark Strong).