Crítica: Sexto “Exterminador do Futuro” é um revival (com muita ação) de partes 1 e 2

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (Terminator: Dark Fate, 2019) de Tim Miller

O dia do Julgamento Final não aconteceu, e 27 anos após os eventos de “O Exterminador do Futuro 2” (1991), um novo e modificado Exterminador de metal líquido negro (Gabriel Luna) é enviado do futuro para exterminar Dani Ramos (Natalia Reyes). Em paralelo, Sarah Connor (Linda Hamilton) se une a uma híbrida de ciborgue com humana, Grace (Mackenzie Davis), para tentar impedí-lo. Mas a missão só poderá ser completada com o auxílio de um Exterminador original, T800 (Arnold Schwarzenegger), que juntos lutarão pelo futuro da humanidade.

Ao ler a sinopse acima, fica claro que estamos diante de um revival de O Exterminador do Futuro (1984) original, e de sua clássica continuação (1991). Sim, e de forma assumida, estamos diante de uma continuação direta dos dois longas que marcaram a História do Cinema.

E para ir direto ao ponto, O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (Terminator: Dark Fate, 2019) de Tim Miller, é um bom filme de ação, ponto.

Em um roteiro (de história original assinada pelo criador da franquia, James Cameron, também produtor) que mais parece fundir as histórias de suas duas primeiras partes, a trama consegue reaver aquele gostinho de nostalgia ao trazer de volta personagens dos filmes um e dois.

E apesar de ser abertamente continuação direta de T2, o novo (e sexto filme da franquia) apenas arranha questões tão importante nos clássicos, como tecnologia x humanos e viagem no tempo x distopia. Mais, justifica tudo de forma automática, aparentemente apenas para cumprir sua missão: uma vertiginosa viagem de duas horas com muita ação (cortesia do diretor de “Deadpool”, Tim Miller). Sem esquecer uma faísca de sentimentos.

Linda Hamilton prova que Sarah Connor ainda tem lenha para queimar, Mackenzie Davies está totalmente crível como uma Grace ao mesmo tempo humana e forte como um robô (“melhorada”, ela diria) e um Arnold Schwarzenegger que não decepciona, faz piada com a situação, e ainda justifica suas ações com um “Por John” (essa foi boa!). E apesar de investir claramente na figura feminina no seu protagonismo pulsante com um trio, a liderança da personagem Dani encarnada por Natália Reyes é totalmente questionável pela fraca presença em tela pela colombiana. Ah, e o supervilão cópia do Robert Patrick em T2, é só isso mesmo, uma cópia em formato líquido e indestrutível.

No final, Terminator é uma franquia confusa, com muitos erros, e que poderia ser muito maior que é hoje. Mas muito. Tanto que o peso de olhar para trás e ter de reviver e emular apenas seus melhores momentos funciona mais do que qualquer outra coisa. “Hasta La Vista, Baby!”